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por Fausto Junior

 

E rapidamente se passou mais um ano do Caderno de Cinema. Recebi a incumbência de Jorge Alfredo para ser o anunciador oficial dos aniversários do Caderno (coisa de padrinho).

Confesso que até ontem não sabia o que dizer para marcar a data – 17 de abril. Mas olha só que coisa, justamente neste 17 de abril de 2016 chega ao clímax a novela do 3º turno das eleições de 2014. A favor ou contra o impeachment? É golpe ou não é golpe?

Óbvio, aí estava o tema da postagem: cinema e política. Desde o início o Caderno de Cinema se posicionou como um espaço para reflexão e discussão não apenas sobre cinema, abrindo espaço para diversas áreas artísticas e culturais.

Dos mais de 750 posts publicados nestes quatro anos (ou primeira gestão), pincei alguns que colocam a política como tema central. Certamente faltam vários outros (nunca consegui ler todo o conteúdo do Caderno – é muita coisa!). Quem quiser acrescentar algum artigo, pode acrescentar. Vamos à lista:


acm1) Permitam-me essa pedalada e colocar dois artigos em um, já que um é continuação do outro. Os dois escritos por Jorge Alfredo, onde ele nos conta sobre o projeto de fazer um documentário sobre ACM.

A morte a morte de ACM, por Jorge Alfredo (fev/2013)

Entrevista inédita de ACM – take 1, por Jorge Alfredo (mar/2013)


bgd2) O dia que durou 21 anos, por Giovanni Soares (maio/2013)

Artigo sobre o documentário de mesmo nome dirigido por Camilo Tavares que mostra – com
documentos secretos, depoimentos, imagens inéditas e áudios norte-americanos oficiais e raros – a participação do governo dos Estados Unidos no Golpe de Estado no Brasil em 1964.


wal3) O cinema e a soberania nacional, por Walter Lima (set/2013)

O cineasta Walter Lima fala sobre a utilização do cinema e televisão como instrumentos de colonialismo cultural.

 


tendler4) Existem alternativas além do choro, por por Paulo Vasconcellos (out/2013)

Em seminário pela Democratização da Mídia, realizado na sede da ABI e que teve participação do cineasta Silvio Tendler, foi debatido o discurso hegemônico pautado pela grande mídia.

“Nas manifestações de rua de agora (2013) é possível perceber uma fuga aos grandes dilemas nacionais, desta vez porque o pensamento hegemônico da mídia inviabiliza a reflexão. ‘Não há muita diferença entre 1964 e a força do pensamento hegemônico hoje. Enquanto a população não recuperar sua capacidade de reflexão seremos reféns fáceis das várias formas de ditadura.’” , diz João Luiz Duboc Pinaud, jurista e ex-Secretário Nacional de Direitos Humanos.


tony5) Getúlio, por Giovanni Soares (maio/2014)

Artigo sobre o filme de João Jardim que conta os últimos dias de vida do presidente Getúlio Vargas, que passou a viver um clima de aflição diante da pressão política após o famoso crime na rua Toneleros, em Copacabana. O estopim que terminou por desestabilizar o governo e estimular Getúlio a dar um tiro no peito em meio a uma crise institucional militar e civil no Catete.


Aecio-Dilma-e-Marina6) Carta aberta aos presidenciáveis (out/2014)

Documento assinado pela ABRACI – Associação Brasileira de Cineastas, demanda aos candidatos Aécio Neves e Dilma Roussef (às vésperas do 2º turno das eleições) políticas que equilibrem economia e cultura, para uma maior e diversificada participação da produção audiovisual brasileira em seu próprio mercado e no mercado internacional.


midia7) Vou dar mais uma pedalada e reunir dois artigos que se complementam:

Regulação da mídia, por Bertrand Duarte (dez/2014)

O ator Bertrand Duarte desmistifica a expressão “regulação da mídia”, mostrando que, ao contrário de censurar, o termo significa ‘dar espaço para as múltiplas “vozes” e para um empreendedorismo mais franco e diversificado, tanto em conteúdo audiovisual ficcional, quanto em jornalismo.” É democratizar, de fato, o acesso e a produção da informação e produtos culturais. Um artigo fundamental para se discutir a real democratização dos meios de comunicação.

Captura de Tela 2015-07-08 às 17.11.05Agente Transformador, por José Araripe Junior (jul/2015)

O cineasta José Araripe Junior fala sobre a função educadora das TVs, em contraposição aos conteúdos sensacionalistas e consumistas.

 


5-filmes-politicos8) Cinco filmes políticos, por Fausto Junior (abr/2016)

Há exatamente uma semana publiquei aqui no Caderno e no meu site uma lista com cinco filmes que de algum modo dialogam com o cenário da atual crise política no Brasil.


Caricaturas-Técnicas-350x2909) A boçalidade do mal, por Eliane Brum (mar/2015)

Em artigo publicado originalmente no El País, a escritora Eliane Brum fala sobre a exacerbação do ódio e intolerância, com a transformação das redes sociais da internet num campo de guerra, em um “nível maior do que em qualquer outra eleição ou momento histórico.”


porto-das-caixas10) O cinema e a “elite branca”, por Raul Moreira (mar/2015)

Em artigo publicado no jornal a Tarde, o jornalista Raul Moreira comenta o modo como “certo cinema mais à esquerda, nacional e internacional, lidou com questões relacionadas à natureza de tal extrato social, portador de grande riqueza e comumente conhecido como burguesia.”


olney11) Para encerrar, aí vai uma série de artigos sobre o cineasta baiano Olney São Paulo, incluindo filmes realizados por Henrique Dantas baseados na obra daquele que sucumbiu ao longo processo de tortura durante o período da ditadura militar.

Ser Tão Cinzento, de Henrique Dantas (ago/2013)

Sinais de Cinza, A Peleja de Olney Contra o Dragão da Maldade, por por Celso Sabatin e Marcio Curi (ago/2013)

A peleja de Olney, por Cesar Fernando de Oliveira (jun/2015)

Lembranças de Olney, por Gilfrancisco (ago/2013)

Manhã Cinzenta, por Maria David Santos (ago/2013)

Olney São Paulo, por Tuna Espinheira (abr/2013)

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