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por Sylvia Abreu

 

As produtoras baianas marcaram presença expressiva, este ano, no RioContentMarket, evento realizado a 5 anos pela ABPITV (Associação Brasileira de Produtoras Independentes de Televisão).

O RioContentMarket é um grande mercado, voltado para a produção de conteúdo para televisão e mídias digitais. Por lá passam executivos de diversos países e milhares de produtores em busca de negócios. Quem esteve por lá pode presenciar palestras e sessões de pitching que mostram o grau de especialização e profissionalismos que muitos produtores brasileiros já alcançaram. Televisão não é para amadores.

E o clima é de muito otimismo. A anunciada crise econômica não parece ter atingido o setor. Durante a fala do diretor-presidente da Ancine, Manoel Rangel, apesar dos protestos e queixas da plateia pela morosidade e burocracia da Agencia, todos concordavam que muito foi feito e a economia da atividade audiovisual cresce vertiginosamente.

Com a perspectiva da regionalização do audiovisual, prevista na Lei 12.485, houve um crescente interesse pelo conteúdo produzido fora do eixo Rio/São Paulo e as produtoras já se deram conta de que precisam se qualificar para atender à demanda.

Embora essa Lei estabeleça cotas para a produção audiovisual em estados das regiões norte, nordeste e centro-oeste, a quantidade de produtoras que acessam os mecanismos de fomento a elas destinados e o número de projetos qualificados para tal são ainda insuficientes para atender à demanda.

Para que a Bahia deslanche e aproveite este momento especial para o setor, precisamos contar com o apoio do poder público local. Será necessário que o Governador, Prefeito, deputados, vereadores, secretários de estado e demais gestores compreendam a importância econômica do audiovisual, enxerguem o potencial de negócios a serem gerados a partir desta atividade e passem a considera-lo estratégico, como já vem acontecendo a nível federal e em alguns outros estados.

Para fomentar a atividade audiovisual nos diversos estados, a Ancine, através do Programa Brasil de Todas a Telas, oferece parcerias com governos e prefeituras, aportando 2 vezes o valor investido pelo estado ou município em editais para produção de conteúdo para cinema e/ou TV. Na Bahia o IRDEB e a Fundação Gregório de Matos lançaram editais de 6,3 milhões e 1,5 milhões respectivamente, dos quais 5,2 milhões vieram da Ancine. Considerando que a Ancine poderia aportar até 10 milhões no Estado, este valores poderiam ter sido bem maiores.

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A ABPITV, por sua vez, ciente da necessidade de atuar mais fortemente nestas outra regiões, convocou representantes regionais para reunir os associados dos diversos estados, levantar suas necessidade e demandas, e promover ações locais.

Atualmente somos 16 produtoras associadas na Bahia, 10 das quais participaram do RioContentMarket, onde tiveram oportunidade de se reunir com diversos player presentes, ouvir palestras e pitchings de quem já tem mais experiência, conhecer delegações de produtoras de diversos países, além de fazer contatos de todos os tipos. Também estiveram presentes vários realizadores e outras produtoras não associadas.

No dia 26, a delegação baiana reuniu-se com a diretoria da ABPITV, com a presença de Mauro Garcia, diretor executivo, para expor nossas principais demandas. Neste encontro ficou acertado que:

1 – Promoveremos uma reunião da diretoria da ABPITV com o poder público do Estado da Bahia e do município de Salvador, para expor a atuação da Associação na atividade audiovisual, com o intuito de buscar parcerias para a promoção de eventos de formação, profissionalização e de aproximação das produtoras e realizadores locais com o mercado e como os meios de produção e difusão existentes a níveis nacional, estadual e municipal.

2 – Buscaremos viabilizar um evento anual, a exemplo do que já acontece em Pernambuco, por 2 anos consecutivos, o Market.mov, com rodada de negócios entre produtores e players, além de palestras e oficinas.

3 – A ABPITV virá a Salvador para um encontro, a ser agendado, com diretores das TVs locais, com o objetivo de buscar parcerias e janelas para a produção baiana, possibilitando que um maior número de produtoras possa acessar recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA).

 

Um Comentário...

  1. Solange Lima disse:

    Foi muito bom ver a Bahia com tantas produtoras participando de rodadas de negócios, palestras.
    Um novo sol brilha na Bahia.

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