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um filme de Edgard Navarro

1976 – Super8 – 20min.

 

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Leitura divertida e psicodélica do clássico de Lewis Carrol. Aqui, Alice entra no país das maravilhas ao ingerir cogumelo que floresce no estrume do gado. Guiada por um homem negro, que faz a vezes do Coelho Branco, Alice, com muita ironia, é apresentada às múltiplas facetas do caráter policultural da Bahia, ampliando seu microcosmo plácido aburguesado.

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Referências à contracultura, com marcante presença do negro. Músicas dos Beatles e de Caetano Veloso permeiam a narrativa e ajudam a situar a obra num momento e num espaço próprios das atividades artísticas brasileiras e, particularmente, baianas.

 

 

 

 

 

 

“Comprei a câmera e aí comecei a fazer meu primeiro filme, Alice no País das Mil Novilhas. Eu tinha lido Chico Buarque, com aquela coisa do Fazenda Modelo, que vinha com aquele discurso da bosta, do gado e do cogumelo. A maconha para mim tinha sido uma dinamite, uma dinamite na mina de ouro.” (Edgard Navarro)

 

 

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