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Longa de Maurício Squarisi, do Núcleo de Cinema de Animação de Campinas,  narra em formato de animação a história da bebida mais popular do Brasil

 

A animação “Café, um dedo de prosa”, de Maurício Squarisi, conta de modo leve e bem-humorado a história do café, e mostra sua importância na história do Brasil. O longa-metragem estreia no Circuito Spcine de Cinema nos Ceus, em São Paulo, a partir do dia 30 de março. Após cada sessão, haverá oficinas de animação com a equipe do Núcleo de Cinema de Animação de Campinas, do qual Squarisi é diretor e co-fundador, ao lado de Wilson Lazaretti.

Com codistribuição da Spcine, empresa de desenvolvimento do audiovisual da Prefeitura de São Paulo, “Café, um dedo de Prosa” se desenrola a partir do encontro dos amigos Vera Holtz e Wandi Doratiotto em uma cafeteria. Apaixonados pela bebida, eles travam um bate-papo informal e descontraído sobre a história do café. Acompanhando esse diálogo, o público vai descobrindo muitas curiosidades sobre a bebida mais popular do país, sua importância histórica e influência na economia, política e até na cultura brasileira.

Em seu primeiro longa, o diretor Maurício Squarisi resgata questões como escravidão, Semana de Arte Moderna, imigração e muitas outras, sempre de modo bem-humorado e divertido, sem abandonar a preocupação com o rigor e precisão dos fatos, baseados no livro “A História do Café”, de Ana Luiza Martins.

A obra começou a ganhar vida em 2009, justamente quando Squarisi conheceu o livro de Ana Luiza Martins, foi também a consultora e revisora histórica do filme. Com a paixão pelo café e a descoberta de um livro que documentava tão bem sua história, Maurício Squarisi, que trabalha com desenhos animados desde 1979, começou então a pensar em novas maneiras de apresentar a bebida ao público.

Buscou construir um roteiro que respeitasse a precisão nas informações históricas apresentadas, afinal, o café tem um peso importante na história do país, mas manteve um tom informal, leve e descontraído no filme,  o que se comprova tanto na escolha do uso da animação, quanto na seleção dos atores, Vera Holtz e Wandi Doratiotto, que narram a história.

“Queria atores que tivessem um sotaque paulista natural, daí a escolha de Wandi Doratiotto, que é um típico paulistano, e Vera Holtz, que na sua essência é uma ‘caipira’ de Tatuí, no melhor sentido do termo”, explica Squarisi, que manteve em todo o filme a tradição do desenho em papel. “Em uma obra autoral, a técnica vem junto com a estética, com a sensibilidade do autor. Gosto e sempre gostei de usar o papel, me identifico com o lápis, por isso 90% do filme foi desenhado dessa forma, para depois ser digitalizado e colorido em computador”, comenta.

Com 72 minutos, o filme “Café, um dedo de Prosa” é resultado de seis anos de trabalho, concluídos em 2014, e que chega aos cinemas com distribuição da Polifilmes e codistribuição da Spcine.

 

Sobre o diretor

Maurício Squarisi nasceu em Campinas em 1958 e tem uma longa carreira no mundo da animação, como realizador de filmes e professor de animação. No vasto currículo estão dezesseis filmes realizados como diretor, além de participação em dezenas de outros trabalhos como produtor, animador e colaborador.

Também é cartunista, e desde 1979 integra e dirige o Núcleo de Cinema de Animação de Campinas, ao lado de Wilson Lazaretti.  Com mais de 40 anos de atuação e mais de 300 filmes produzidos, o Núcleo é uma entidade sem fins lucrativos que desenvolve diversas atividades relacionadas ao ensino, pesquisa e divulgação de técnicas de animação. São duas linhas de  produção de filmes de animação: os trabalhos autorais, realizados individualmente pelos diretores, e filmes realizados em oficinas, desenvolvidos com o objetivo de proporcionar aprendizado aos participantes. Já foram mais de 2500 oficinas de animação para crianças, jovens e adultos, em quase todos os estados brasileiros, e em países como Portugal e Moçambique, entre outros.

 

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