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Foi a música, o design ou o Cinema Novo que lhe aproximou de Rogério? Você fez um filme sobre Smetak e produziu um disco também com ele. Rogério Duarte foi muito ligado também a Smetak. Fale sobre essa época…

–  Conheci Rogério Duarte no Rio de Janeiro, na década de 60. Para ser mais preciso foi no MAM /Rio, onde ele era professor de design. Isso porque fui fazer um curso com Ivan Serpa. Nessa época eu queria ser artista plástico (que é uma outra história à parte de idas e vindas). Sempre encontrava ele no bar do MAM – que era o point mais importante do Rio. Lá circulava Glauber Rocha, Gustavo Dahl, Joaquim Pedro e toda intelligentsia da época que frequentava o local.

Mas, eu me aproximei mesmo de Rogério no Solar da Fossa. Era uma grande pousada com um pátio interno. Eu namorava uma garota que morava lá e eu frequentava muito o Solar. O lugar era mágico. Muitos artistas moravam nesse lugar, entre eles Caetano, Paulinho da Viola e outros.

No Rio de Janeiro, eu circulava entre o curso, o Solar da Fossa, a Cinemateca do MAM e o Cine Passandu. Um dia encontrei Glauber no MAM, e ele me falou: “Pare com esse negócio de pintura, que é uma arte burguesa e venha para o cinema, a arte do futuro”. “Aquilo deu um nó na minha cabeça, porque eu estava engajado com as artes plásticas. Como eu era habitué do Clube de Cinema, de Walter da Silveira, aquelas palavras balançaram um pouco minha estrutura.

Quando voltei à Bahia, entrei em contato com o pessoal do GECIBA (Grupo Experimental de Cinema da Bahia). Faziam parte desse grupo Ney Negrão, Ronilda Noblat, Carlos Vasconcelos, Carlos Athaíde, Kabá Gaudenzi, Ronaldo Sena e outros. Eles estavam rodando “O Carroceiro“, e eu logo fui aceito pelo grupo. Depois fiz o curso com Dr. Walter e comecei a ver cinema sob outro prisma.

No final na década de 60 trabalhei como assistente no “Meteorango Kid“ de André Luiz de Oliveira. Após as filmagens retornei ao Rio. Nessa época Rogério morava num apartamento na Barata Ribeiro com uma namorada, Teresa Cristina. Era uma casa aberta, onde todos os malucos do Rio e da Bahia frequentavam. Foi um tempo de loucura e contracultura. Eu não morava lá, mas ia direto, pois toda a turma se encontrava naquele espaço.

Em 1970 fui preso e torturado pelo DOI-CODI do Rio. Volto para a Bahia para curar as feridas. Tal como Rogério fiquei pirado com a prisão e resolvi dar um tempo em Salvador. Tudo acontecia entre Bahia, Rio e São Paulo. É nesse momento que comecei a frequentar a casa de Smetak. Tinha medo de Smetak, tinha medo da eubiose. Era uma coisa muito desconhecida para mim. A aproximação trouxe o encanto e admiração. Pasmo com a grandiosidade das visões do alquimista me aproximei dele. Desse encontro resultou numa interface do meu trabalho com o dele. Num filme “O alquimista do som”, produzi também um disco “Interregno”, e também editei um livro de sua autoria “Simbologia dos instrumentos“.

Quando voltei ao Rio, André Midani me convidou para produzir e editar o livro “Musicôr“, de Rogério Duarte. Foram seis meses de trabalho com Rogério. Nós ficamos num hotel pago pela Polygram. Mas, infelizmente, por questões paralelas, o livro não ficou pronto.

Foi assim que conheci Rogério.

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– Como surgiu o projeto Antonio Conselheiro, porque parou, o que se passou na sua relação com o cinema, as artes plásticas e a contracultura durante esse tempo?

– A ideia de fazer Antônio Conselheiro surgiu durante as gravações de “Brasiliensis”, que foi na verdade o primeiro vídeo artístico feito no país. Eu fiz esse projeto em parceria com Carlos Vasconcelos. Esse trabalho participou do Festival do Rio (Fest-Rio, 1986). Zé Celso Martinez, ao assistir comentou comigo, que era a coisa mais revolucionária que ele tinha visto no cinema brasileiro. A peça era um videosinfonia, onde a gente misturava tudo. Uma espécie de geleia geral da cultura brasileira. Estava ali Carlos Petrovich vestido com uma manta roxa, um cajado na mão, e usando uma interpretação eisensteiniana, falando textos do Conselheiro. Foi daí que surgiu a ideia do filme de Antônio Conselheiro. O Projeto do meu filme parou porque Collor de Mello confiscou os recursos liberados pela Embrafilme. Quando devolveu não valia mais nada. Mas, mesmo assim conseguimos filmar em doses homeopáticas. Depois ficou parado definitivamente. Só quando fomos aprovados pelo edital da Secult, filmamos algumas sequências novas e finalizamos o filme. Foi um sofrimento atroz.
Com relação a pintura, eu retomei na década de 80. Eu tinha parado, mas algo me cutucava. Estava sempre desenhando o tempo todo. Depois meti a mão na massa e não parei mais. Era uma necessidade orgânica. Sempre digo que são duas telas. Uma em movimento e outra estática. São duas maneiras de se expressar. Uma para dentro e outra para fora. São dois processos distintos que se complementam. Com a pintura você aprende a composição, a perspectiva, a combinação das cores e a ocupação do espaço. E isso tudo é utilizado no cinema. Nessa área sou também um profissional. Agora mesmo participei da Bienal do Mercosul.

Vida e luta. Eu sempre fui da contracultura, sempre fui contra o sistema. A minha praia é a cultura. Sou um consumidor voraz de cultura. Sou cinéfilo, leitor de livros, assisto tudo, se for bom, que passa por aqui. Como vou muito a São Paulo, acompanho a vida cultural daquela cidade. Eu gosto da política. Por isso participo ativamente da política cultural. Não sou muito fã de política partidária. Atualmente, acho um horror. Mas, acompanho o que está acontecendo no Brasil e no Mundo. Eu brigo mesmo é pela independência do cinema, pelo cinema de autor, inventivo e preocupado com a linguagem. A vanguarda é fundamental, ela que mexe com as estruturas. Precisamos derrubar novamente as prateleiras. Está tudo muito careta. Precisamos de novos godards, gláuberes, lennnos e de novos movimentos para mexer com o sistema. Mas, temos de ter cuidado com os fascistas que se aproveitam dos momentos de crise.

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 – Edgard Navarro foi dirigido por você e na montagem apareceu com outra voz. O que se passou?

– “Nós, por exemplo”. O texto era muito reflexivo. O som no cinema é uma coisa muito importante. Na verdade eu queria uma voz mais forte, com uma inflexão mais profunda. Uma voz poderosa que passasse o sentido do texto. Fazer dublagem era uma coisa normal naquela época. A voz de Antônio das Mortes em “Deus e o Diabo…” e em “Dragão da Maldade…” não era do ator Maurício do Vale. Então, chamei Carlos Gregório, meu amigo, um ator que sabia do poder que as palavras têm. A gente faz tudo para dar força ao personagem para tocar no coração do espectador, foi por este motivo que dublei a voz de Edgard Navarro.

A Idade da Terra JPG

– E o gestão pública; qual a sua influência no edital que contemplou 3 Histórias da Bahia?

 

– Geraldo Machado, foi o melhor gestor da área cultural, depois de Edgard Santos.Fez um trabalho extraordinário na década de 80. Ele me convidou para dirigir a Imagem e Som (Dimas). Nesse período foi criada a Sala Walter da Silveira, na época era a única sala de arte de Salvador. Foi também criado também o Polo de Cinema da Bahia resultado de um convênio entre o Governo do Estado e a Embrafilme (Gestão – Celso Amorim). Produzimos 33 filmes de curta metragem. Quando, logo em seguida, partiríamos para a produção de um longa metragem, Celso Amorim foi demitido por causa do filme “Pra frente, Brasil,” e entrou em seu lugar Carlos Augusto Kalil que acabou com os polos regionais de cinema.

A minha segunda gestão na Dimas foi quando Burity assumiu a Fundação Cultural , 1990 ainda não existia Secretaria. Aí teve a reforma do prédio da Biblioteca Central. A Dimas cresceu bastante, pois reformamos a Sala Walter da Silveira, criamos as salas Alexandre Robatto e Pierre Verger, ampliamos o parque de equipamentos e estruturamos o departamento.

Em 1996, Lula Martins morava em Madri. Um dia ele ele me procurou com uma proposta de realizar uma mostra do cinema baiano na Espanha. Viabilizamos o projeto e partimos para a península ibérica, com Roberto Pires e André Luiz de Oliveira. O projeto foi composto com longas e curtas.
Durante essa viagem eu conversei muito com Roberto que era uma pessoa muito amável. E ele me disse que gostaria de voltar para a Bahia. De volta a Salvador comecei a produzir, através da Dimas, “Três Histórias da Bahia”. Como ele era um mestre, conhecia tudo de cinema, achei que seria muito bom para os jovens cineastas, aprenderem a engenharia cinematográfica. Infelizmente, essa experiência não deu certo. Prefiro parar por aqui. Não quero entrar em detalhes.

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– Como surgiu o Seminário, hoje Cine Futuro?
Eu sempre gostei da animação cultural. Teve uma época que produzi shows com Guilherme Araújo. Criei um jornal chamado Cinema Livre. Programei a Sala Walter da Silveira durante muitos anos. Aí, um dia, Ruy Pereira da Silva, de Brasília, que foi diretor da Fundação Cultural de Brasília e criador do Festival de Brasília, apareceu aqui em Salvador e me disse, “vamos fazer um festival internacional de cinema na Bahia?”, eu topei na hora.
Acontece que conseguir filmes internacionais para um Festival competitivo e recursos é muito difícil. Os produtores não querem queimar os seus filmes num Festival de pequeno porte na América Latina, vide a experiência do Fest-Rio que terminou não dando certo. Então, deixamos de lado esse projeto. Foi aí então, que eu pensei nesse formato de mostra e seminário. Juntando quem pensa com quem faz o audiovisual. A teoria e a prática. Mas já estou de saco cheio de correr atrás de dinheiro. Além do mais eu sou um realizador. Se tenho que correr atrás de recursos, tem de ser com os meus projetos pessoais. Tudo aqui é muito difícil. A Bahia é muito colonizada. Quando chega alguém de fora todas as portas se abrem. É aquela história: santo de casa não faz milagre.

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– Quando e como surgiu o projeto Rogério Duarte, o tropikaoslista?
Um dia encontrei Rogério Duarte com filho num supermercado. Fiquei muito impressionado com o estado físico dele. Ele se afastou circunstancialmente, e eu fiquei conversando com o rapaz, que me disse que ele estava com câncer. E me fez um apelo: “Faça alguma coisa com meu pai. Ele pode morrer a qualquer momento”. Aquilo ficou na minha cabeça. Uma semana depois aparece Roberto Torres na produtora e me fala que eu tinha que fazer um filme sobre Rogério. Sou muito ligado nessas sincronicidades, nesses avisos. Fiquei pensando, fora Glauber, que era muito amigo dele, tinha de ser eu, porque vivenciei o que ele tinha vivenciado. Aí, eu falei pra Roberto: “estou muito ocupado com outros projetos, se você me ajudar, eu topo”. E foi aí que fizemos o filme.

Gil e Duarte

– Como foi documentar Rogério Duarte? Mesmo conhecendo ele ha tanto tempo, algo mudou na sua visão depois dessa experiência?

Antes das gravações já tinha pensado que o filme não teria nenhum depoimento, a não ser o de Rogério. Eu não queria cair nas mesmices dos outros documentários. Além do mais, sabia que eu tinha um protagonista com uma verve bastante afiada e com uma inteligência brilhante.

Já cheguei na montagem com essa ideia e também com outras para conversar com Bau Carvalho a respeito da edição. Como nós tinhamos um personagem multifacetado optamos por uma montagem circular, sempre voltando para Rogério. Era um carrossel imagético, onde se misturava tudo de uma maneira recorrente. Passado e presente, uma atemporalidade Joyciniana.

Também pensamos numa montagem baseada no I-Ching. Aquela história de 64 hexagramas, mas deixamos essa ideia de lado, porque era muito complexa e tinha que ter um cálculo matemático preciso.

No caso do proêmio do filme, que algumas pessoas falaram que era um vídeo clip, eu digo que não.  Aquilo é uma montagem nuclear, estilhaçada, planos com um ou dois segundos, passando uma panorâmica do século XX  de uma maneira delirante. Com sua voz exuberante, Rogério narra num tom apocalíptico um texto surrealista tropical.

Enfim, é um documentário artístico sobre um artista genial.

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Caetano 1968Destaque de Deus e O Diabo na Terra do Solrevista_movimento_1_1962_b-1

13 Comentários...

  1. Solon Ribeiro disse:

    Gostaria de saber como faço para comprar o DVD do filme ROGÉRIO DUARTE, O TROPIKAOSLISTA, que não é simplesmente um filme,mas sim, um grande acontecimento para a cena da arte contemporânea internacional. A revolução tropicalista é de uma importância tão grande como a revolução cultural russa .

    PRECISO DIFUNDIR ESSE ACONTECIMENTO QUE É O FILME ROGÉRIO DUARTE, O TROPIKAOSLISTA.

    AXÉ

    MARAVILHAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA

  2. Oscar Dourado disse:

    O documentário de Waltinho sobre Rogério Duarte é importante porque nos dá uma ideia da trajetória de vida de um brasileiro que, apesar de ter sua vida destroçada pela tortura decorrente da ditadura militar, deu a volta por cima ante tanta adversidade w conseguiu se estabelecer como um dos ícones de sua geração.
    Sua vida tivesse seguido o curso promissor do início teríamos histórias de vitórias e sucesso no âmbito pessoal apenas de, quem sabe, mais um excelente professor universitário e ou profissional bem sucedido no mercado dentro das normas do social estabelecido. Entretanto, o que Rogério nos lega (e o documentário exibe) é bem mais relevante: é o exemplo de resiliência de um ser humano além do ordinário, que, em constante sintonia com o mundo do seu tempo, encontrou alternativas outras de afirmação existencial, contribuindo com o processo civilizatório, no sentido mais amplo, da juventude brasileira para todos os tempos. Oscar Dourado, DMA

  3. Vicente Sampaio disse:

    Waltinho querido, que felicidade saber das suas artes, parabéns! Muitas saudades irmão, outro dia postei no Facebook uma foto de Mariozinho durante as filmagens do Alquimista do Som! Grande abraço!

    • Walter Lima disse:

      Vicente,
      Que legal! De vez em quando acompanho vc no facebook, mas, não sou muito
      bom nesse tipo de comunicação. Prefiro ainda o telefone.
      Tempos bons aqueles na Boca do Rio, na companhia de Mariozinho Cravo.
      Saudades. Foi um prazer enorme ler o seu comentário no Caderno de Cinema
      (O melhor blog de cinema do Brasil). Um grande abraço, meu irmão.

  4. Julio Goes disse:

    A felicidade de contribuir de maneira viva e lúdica, com a contribuição biográfica de um gênio da elaboração mais moderna da nossa cultura.
    Isso ajuda a nos referir como povo.
    O mundo das artes, particularmente da sétima, vulgo cinema, conseguiu fazer um belo trabalho histórico sobre a nossa nacionalidade.
    O intelectual, designer, compositor, filósofo, acadêmico, produtor e tradutor, Rogério Duarte foi e ainda é um dos maiores inventores do seu tempo que ainda não se findou.
    O talento sempre marca o destino. Seu talento foi uma nau agitada que fez viagens que nos deixam pasmos porque nos mostram como poucos fatos conseguem.
    Com a decadência cultural e humana, o presente olha humilhado para o passado rico e criativo. Nos orgulhávamos da manhã tropical.
    Passa esse filé de doc à história pelas mãos de outro mestre, discreto e gentil.
    Walter Lima mostra o trágico como tesouro perdido, antídoto para o estigma que nunca nos larga com a mídia organizada para destruir qualquer sentimento de integridade e união, o que traz cravado à fogo nas carnes com a marca de subgente da novela, do camarote, gado, lixo.
    Temos de agradecer um acaso do destino, o encontro no supermercado, que levou Walter Lima a decidir e nos surpreender com uma obra monumental.

    • Walter Lima disse:

      Julio querido,
      Não creio no acaso do destino. Será que não já estava tudo programado?
      A imprevisibilidade da vida é um mistério. Deve existir alguma orquestração
      cósmica que comanda toda essa loucura. A conexão é fundamental para que as coisas aconteçam. O resto é telenovela e barbárie.
      Obrigado pelas suas palavras gentís.

  5. Antonio Olavo disse:

    Belo documentário, fruto sobretudo de pertencimento com o tema e a época. A Bahia e o Brasil precisam de mais registros como esse. Vou divulgar e espero que ele fique mais acessível e não se prenda às correntes do perverso circuito comercial.

  6. EDGARD NAVARRO disse:

    ADMIRÁVEL SOB TODOS OS ASPECTOS O FILME REALIZADO POR WALTINHO SOBRE ROGÉRIO DUARTE. QUERO SAUDAR PUBLICAMENTE O COLEGA PELO EXTRAORDINÁRIO TRABALHO SOBRE O QUAL OUSO DIZER TER SIDO O MELHOR FILME ENTRE TODOS OS INÉDITOS EXIBIDOS NO PANORAMA DESTE ANO. SARAVÁ, COMPANHEIRO! CREIO QUE SOMENTE UMA PESSOA COMO VOCÊ, QUE PRIVOU DA INTIMIDADE DO GRANDE ARTISTA, PODERIA NOS REVELAR UM ROGÉRIO EM SUA INTEIREZA: UM HOMEM QUE SE DESNUDA INAPELÁVEL E CORAJOSAMENTE PARA UMA CÂMARA DISCRETA, SOLENE, INTELIGENTE, À ALTURA DA PERSONAGEM RETRATADA, DE SUA PERSONALIDADE TÃO CHEIA DE REENTRÂNCIAS E SALIÊNCIAS, DE SUA GRANDEZA E PEQUENEZ CONFESSADAS COM TANTA SINCERIDADE.
    COMOVENTE, ARREBATADOR, BELO, INDISPENSÁVEL! UM FILME PRA FICAR PRA SEMPRE NA GALERIA DAS OBRAS INCONTORNÁVEIS DO CINEMA BAHIANO.
    PARABÉNS, WALTINHO! EU E VOCÊ SABEMOS: MUITAS VEZES ESTIVEMOS ÀS TURRAS POR RAZÕES E IRRAZÕES QUE COM O TEMPO SE MOSTRARAM MENORES, PASSAGEIRAS. SEU FILME VEM REDIMIR QUALQUER PENDENGA QUE POR ACASO TENHA RESTADO DESSA CONVIVÊNCIA ÀS VEZES TUMULTUADA. REVERENCIO E SAÚDO SEU TRABALHO COMO CABE FAZÊ-LO EM FACE DE TODA ARTE DIGNA E GRANDE COMO A DE SEU FILME – ARTE REBENTÃO. EVOÉ!

    • Walter Lima disse:

      Caro Edgard,
      Muitíssimo obrigado pela suas palavras elogiosas ao filme.
      Aproveito para te dizer que, apesar das divergências que tivemos, eu nunca deixei de admirá-lo como artista.
      Beijos

  7. paulo dourado disse:

    Bela entrevista. Walter Lima é um importante realizador cultural da Bahia e sempre soube focar em pontos realmente significativos. Como artista plásticos, cineasta, produtor musical, gestor público e criador de projetos como o SEMCINE, Walter tem dado uma contribuição fundamental para o cenário da cultura baiana nos últimos 40 anos. Walter sabe manter-se ativo, motivado (apesar das dificuldades) e agora com esse doc sobre o brilhante e esquivo poeta das letras e das formas que é Rogério Duarte marca mais um ponto luminoso em sua trajetória.

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