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CINEASTA ALEMÃO HANS-JÜRGEN SYBERBERG GANHA RETROSPECTIVA INÉDITA NA CAIXA CULTURAL RIO DE JANEIRO

 

Mostra reúne dez filmes do diretor expoente do Novo Cinema Alemão e promove debate sobre sua obra

 

A CAIXA Cultural Rio de Janeiro apresenta, de 13 a 23 de dezembro, a mostra audiovisual Syberberg, um filme da Alemanha, que reúne a obra inédita, em digital, do cineasta alemão Hans-Jürgen Syberberg, um dos expoentes do Novo Cinema Alemão. Durante a mostra, serão apresentados dez filmes do diretor, com destaque para sua grande obra Hitler, um filme da Alemanha, concluída em 1977, em que examina a ascensão e a queda do Terceiro Reich. O projeto tem patrocínio da Caixa Econômica Federal e Governo Federal.

 

Com mais de sete horas de duração, Hitler, um filme da Alemanha deu fama internacional ao diretor. A produção disseca as raízes e a decadência da cultura europeia e ocidental, tema recorrente em sua filmografia, aborda a dicotomia entre o bem e o mal e os horrores do holocausto. O filme será exibido em quatro partes, divididas em dois dias: duas sessões na quinta-feira (15), e duas na sexta-feira (16).

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“Hans-Jürgen Syberberg é a figura mais controversa do Novo Cinema Alemão. Seus filmes lidam diretamente com a consciência do passado nazista e com a decadência da burguesia europeia. Syberberg, assim como Richard Wagner, idealizou a arte total e criticou duramente o que viu como a mercantilização da arte”, comenta o curador da mostra, Paulo Ricardo Gonçalves de Almeida.

 

Debate:

No dia 16 (sexta-feira), a sessão será seguida de um debate sobre a obra de Syberberg, às 18h. Com mediação do curador, Paulo Ricardo Gonçalves de Almeida, o debate reunirá Lucas Murari, produtor e curador do Risco Cinema, e Sérgio Alpendre, crítico de cinema, jornalista, professor e doutorando em Comunicação e Cinema da Universidade Anhembi-Morumbi, e tem entrada franca.

 

Sobre o cineasta:

Hans-Jürgen Syberberg nasceu em Nossendorf, Pomerânia, em 1935, e viveu em Rostock e Berlim. Em 1952, fez seu primeiro filme, em super-8, ao registrar os ensaios da Berliner Ensemble. Mudou-se para a Alemanha Ocidental no ano seguinte, onde completou os estudos em Literatura e História da Arte, em 1956. Concluiu o doutorado em Munique com a tese “O Absurdo em Dürrenmatt”.

 

Em 1963, Syberberg produziu documentários sobre Romy Schneider e Fritz Kortner para a Rádio Bávara. Causou polêmica com o filme Winifred Wagner e a História da Casa de Wahnfried de 1914 a 1975 (1975), em que Winifred – esposa de Siegfried, filho de Wagner –, revela sua admiração pelo nazismo e amizade pessoal com Adolf Hitler.

 

Como nenhum outro diretor do Novo Cinema Alemão, Syberberg abraçou o teatro, a literatura, a ópera e o vídeo, transformando o cinema em verdadeira plataforma multimídia, fundindo cinema à literatura, ao teatro e à música. Ele próprio caracteriza sua obra como uma forma de Gesamtkunstwerk – arte total, que combina o teatro épico de Bertold Brecht e a estética operística de Richard Wagner. Outra influência na obra do cineasta é o ensaio A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica, de Walter Benjamin.

 

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