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O debate na Sala Walter da Silveira

 

 

Na Semana do Audiovisual Baiano, os cineastas Edgard Navarro, Fernando Belens, Daniel Lisboa, Fábio Di Rocha e Wallace Nogueira formaram a mesa cujo tema proposto pela organização foi “Estética e linguagem do cinema baiano contemporâneo”, com mediação de Marcondes Dourado, diretor da Dimas/Funceb.

Belens falou da existência de uma área no cinema tão importante, mas que não é muito falada, e que deve ser mais explorada que é o ‘roteiro’. Além disso, revelou sua satisfação em presenciar que o cinema tem atraído a atenção dos jovens. “Eu acho muito bacana o encontro da velha com a nova geração produzindo cinema”.

Navarro explicou que o cinema baiano sofreu um corte violento como todo cinema brasileiro em 1990, no período do governo Collor.  Falou também sobre o período em que o cinema baiano esteve defasado e só teve indício de retomada após um edital beneficiando três curtas que virariam um longa metragem (Três histórias da Bahia) com uma verba curta e que, por conta desse fator, ficou muito tempo para ser finalizado. “Foi sacrificante esse período, mas por outro lado formou uma geração desejosa de fazer cinema, inclusive formando também grandes fotógrafos. Foi um marco”.

Daniel Lisboa leu um texto que produziu com reflexões sobre o cinema baiano contemporâneo, abordando a crítica, participação de filmes baianos em festivais, linguagens, movimento de cinema pós-industrial.

Fábio Di Rocha questionou as linguagens normativas no cinema. “Quando se fala em linguagem cinematográfica, parece que existe uma normatização do fazer. Pra fazer cinema a gente precisa filmar, editar, exibir e quiçá distribuir. Esse é um caminho natural.”

Finalizando o debate, o cineasta Wallace falou sobre os  vários caminhos que se têm no fazer cinema e as dificuldades:  “é muito difícil fazer cinema. Tem algo especial também por isso. Quem pretende viver de cinema, independente de propaganda, quem trabalha com audiovisual e que está vivendo disso, legitima”.

Ao final, público e cineastas fizeram reflexões sobre fazer cinema e cinema baiano.

Num comentário no facebook, José Araripe Jr. disse o seguinte sobre o evento; “o debate mais acalorado como é de se esperar foi o dos autores, houve performances e arrebatamentos dos palestrantes e da platéia. O pessimismo e o reducionismo – só não foram maiores que o exibicionismo anarco retórico. Dois personagens não presentes: Raul Moreira e o Cinema Pernambucano dominaram parte das polêmicas. O publico criticou e elogiou filmes, discursos e criticas. A mesa idem. Sinceramente acho que faltou diversidade na mesa – apenas duas gerações estavam presentes. Se o espectro fosse maior, teríamos mais diversidade de visões. O tema estética e linguagem se perdeu, e predominou a desqualificação generalizada das produções baianas. O talento e a criatividade do nosso cinema foi mais uma vez reduzida a Glauber e Edgard Navarro, e nem Meteorango Kid sobreviveu. Foi decretado que o cinema baiano é careta e precisa de mais catarse e penetração vaginal. A autocrítica passou ao largo e o bom senso no jardim de infancia do pequeno príncipe do nano politiquismo teve presença máxima e virou um robe de bolinhas. Alguns Cineastas são mais exibidos que seu filmes?”

10 Comentários...

  1. Gostei do “tem que botar” bem baiano. Então, tem que botar pra fuder, pega todas essas caras, pensamentos e bocas e faz um filme sobre como é fazer filme na Bahia. Construam um filme unindo cucas, em vez de competições. O Filme pode ser careta, com caretas, com gente de cara ou não, mas se tiver um bom roteiro, algo que chame a atenção, pode criar uma saída e amenizar a tensão.
    “Sul, foco baiano”. Essa conversa de “cinema baiano” é véia, as expectativas também.

  2. sergio disse:

    Eu sinceramente não gosto muito do cinema Baiano porque a maioria dos filmes são fracos de enredo e tem muito palavão como se o baiano so sabe fazer putaria.

  3. Solange Lima disse:

    Gente desculpa, cinema careta, cinema com penetração vaginal ou anal….
    Só quem pode fazer p tal cinema é o autor. No mais a equipe colabora para fazer e ver.
    Logo a mesa fez sim ama auto crítica. Disse que o seu cinema é careta.
    Acho até corajoso os próprios cineasta se intitular careta.
    Parabéns caretas queridos. Adoro a caretice de você.
    Quanto a falar mais do Pernambucano que do Baiano, está na hora da falar do cinema Brasileiro.
    Mesmo por que o Pernambucano dala do seu cinema, do que cada um faz, e nunca do outro, mesmo sendo pernambucano…rsrs
    Talvez por isso cada um deles tem o seu cinema.
    Abs,
    Solange

  4. Wallace Ramos disse:

    Agora cabe a nós também (jovens filhotes e engatinhadores da Arte), “experimentar o experimental”, fazer o casamento do herdado com o contemporâneo, e torcer pra que nossos pais Braquiossauros (que tanto podem nos ajudar) não se destruam com tanto pescoço, buscar pastos verdejantes onde todos possam se alimentar, e garantir a preservação da espécie (que faz parte e é também o próprio Cinema Baiano). Os T.Rex (RJ e SP), já estão estabelecidos e continuam com fome…

    [p.s. apenas uma leitura de um jovem intusiasta, aluno de Produção Audiovisual]

  5. Edson Bastos disse:

    Eu acho que o que falta é mais penetração anal ao invés de vaginal. É essa a caretice do cinema baiano. E que nem todo mundo queira apenas penetrar, mas também ser penetrado(a). O que me espanta é alguém escrever um texto tentando dar um exemplo de como pode funcionar o cinema baiano e ser um exemplo de não pagador. Nem só de texto e de cinema vive o homem! Tem gente que vive de fome, tem gente que vive de dinheiro, tem gente que vive de imagem! Tira essa máscara Cinema Baiano e mostra tua cara!

    • Ceci disse:

      Aplausos, Edson!

    • Araripe disse:

      A penetração vaginal foi citada na colagem de Jorge Alfredo – ele colou o release da Secult com minhas aspas do Facebook , apenas no meu texto, então entendo que vc falou das minhas aspas. A penetração vaginal foi citada por Edgard no debate por ele ter feito isso numa performance publica. No meu texto eu não cito receita para o cinema baiano, apenas dou minha opinião com ironia sobre o debate – faço uma crônica ao meu modo. Eu te respeito e admiro, como autor e parceiro de trabalho, espero q quando vc se refere a não pagador, vc não esteja se referindo a mim ou a instituição que dirijo. Está? Porque pelo me consta lá tramita um processo de pagamento de premiação aos concorrentes do seu festival e em curso de liberação. E assim como outros pagamentos no tramite burocrático e jurídico do Estado, demoram, mas são pagos. E vc sabe disso pois já manteve outras relações comerciais com o Instituto. E sempre avisamos que será assim. Devo acreditar ainda mais que esse texto não é pra mim porque nos encontramos e nos falamos cordialmente essa semana e não me lembro de vc ter me dito algo parecido ao vivo. De verdade, se houvesse mais de um texto com tintas críticas aí na “matéria” de Jorge, teria certeza que essa ofensa não foi a mim. Ou, se foi, imagino que vc tenha escrito sem ler meu texto direito. Foi isso? Até porque ele foi publicado por mim apenas como post na minha página do facebook e não vi nenhum comentário seu desse tipo por lá?

      • Edson Bastos disse:

        Êta Arara, tu caiu nessa foi? Tome a carapuça não! rsrs

        Foi uma provocação minha e não foi direcionada a você. Foi direcionada aos Não Pagadores do Cinema Baiano. Isso nunca aconteceu entre a gente.

        Sobre a penetração vaginal continuo com a provocação da penetração anal!

        Beijunda!

      • Jorge Alfredo disse:

        Que bom, Araripe, que você esclareceu a origem dessa matéria, apenas editada por mim. Daniel Lisboa comentou no facebook que era um “resumo escroto” do debate. Aproveito a oportunidade para disponibilizar o espaço do Caderno de Cinema a todos que desejarem falar sobre o evento.

        • di rocha disse:

          Durante o processo de produção do desejo, nesses movimentos imperceptíveis do fazer cinemático, o jogo de afetos e de intensidades pode proporcionar a criação de outras máscaras, na medida em que ele é o artifício para as realidades em que estamos e vamos viver…. A procura pelo verdadeiro cinema perde o sentido até aqui e, a única pergunta que caberia é se a potência de afetar e ser afetado desses corpos – caretas ou não – e o conjunto de afetos que os preenche a cada momento estão funcionando….Esta realidade é ao mesmo tempo material, semiótica e social….era disso que eu estava falando….chaves no vento permitindo ao espírito fugir e fornecendo aos meus pensamentos uma brisa de pátio…diria Jack Kerouac: “Para mim só contam os que são loucos por alguma coisa, loucos por viver, loucos por falar, loucos para serem salvos, os que querem tudo ao mesmo tempo, os que jamais bocejam, que não dizem banalidades, mas ardem, ardem, ardem como um fogo de artifício”….o resto é corte, cretinice, colagem, um pensamento sem imagem, cinema sem identidade, uma corrente de ar puro..SOCORRROOOOOOO!!!

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