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Filme pernambucano chega às telonas nacionais no dia 25 de abril

 

“Eu agora sou um corpo que busca espaço para existir”. É com essa frase impactante que o filme “Organismo” promete levar para o seu público uma história repleta de desafios, superação, dramas e conscientização. Com roteiro e direção de Jeorge Pereira, um dos raros diretores cadeirantes do Brasil, e produção e distribuição da Inquieta, o longa inspirado em situações reais, chega às telonas nacionais em 25 de abril.

Com 96 minutos de duração e gravações realizadas nas cidades do Recife e Jaboatão dos Guararapes, a trama apresenta a história de “Diego” (Rômulo Braga), um jovem com uma vida simples e encaminhada que, após sofrer um grave acidente, vê a sua rotina transformada drasticamente ao virar tetraplégico.

“A construção do personagem, seus sentimentos e comportamentos foi feita através de uma troca de experiências entre toda a equipe do set. Desde o momento em que aceitei viver o Diego, passei a ‘respirar’ o mesmo e a ‘aprender’ com ele a cada dia que seguia”, comenta Braga.

Compondo o time de atores de “Organismo” e par romântico de Braga, está Bianca Joy Porte, premiada atriz franco-brasileira. Através da personagem “Helena”, interpretada por ela, o roteiro apresenta as impactantes transformações ocorridas após o trauma no dia a dia do casal, além de ressaltar a importância do empoderamento feminino. É justamente em uma das cenas entre os dois que o expectador é levado a refletir sobre questionamentos como o medo da rejeição, fragilidade e exposição, bastante presente no cotidiano de todos, seja ele cadeirante ou não.

”Durante a pré-produção, conversamos muito (eu, Jeorge e Rômulo) sobre o papel da Helena na complementação do enredo. A personagem vivida por mim acabou sendo muito mais do que uma coadjuvante. Virou uma das protagonistas também ao levantar questões sobre o papel da mulher e sua importância, fazendo com que o drama de Diego seja muito maior do que a mudança da sua condição física”, destaca Bianca.

Mas não foi só de ficção que o enredo desenvolvido por Jeorge Pereira foi composto. “Algumas cenas foram baseadas na experiência vivida pelo meu grande amigo suíço, Michel, em especial a que tratamos como o segundo ponto de virada. Outras, são reflexos da minha personalidade e da busca pela minha autoafirmação e autoconhecimento”, relata Pereira.

Segundo ele, “Organismo” foi pensando, inicialmente, como um curta-metragem, no qual só seria apresentada uma das cenas mais impactantes do, agora, longa – a da “solidão” de Diego por uma semana. Mas, após um encontro com as produtoras Fernanda Cordel e Mariana Jacob, da Inquieta, produtora e primeira distribuidora de filmes pernambucanos independentes, foi constatado que a trama poderia crescer ainda mais.

“Assim que tivemos acesso ao roteiro, vimos o seu potencial. Conversamos e decidimos que o drama do “Diego” deveria ser mais desenvolvido para que o público conhecesse como tudo ocorreu, seu passado e valores”, comenta Mariana.

Com um investimento de R$ 1 milhão provenientes do apoio do Fundo Setorial Audiovisual (FSA) e do Edital do Funcultura Audiovisual da Fundarpe, “Organismo” estreia no dia 25 de abril nas principais capitais brasileiras e, em Recife, nas salas dos cinemas São Luiz, Joaquim Nabuco e do Museu.

 

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