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por Fernando Belens

 

A primeira paixão que me levou a dirigir esse filme foi por uma mulher, Dinorath do Valle, autora do livro homônimo. Pois assim que o li eu sabia que queria transformar as palavras ali escritas em imagens, minha língua e minha linguagem.

A segunda paixão que me levou a dirigir esse filme foi a contradição de seus personagens, pois aqui se fala de seres humanos os mais essenciais, gente do mais profundo Brasil, de um povo que de tão reprimido já não precisa de opressores, ele repete contra o outro, tão sofrido como ele, os mesmos mecanismos de violência e barbárie.

Pau Brasil e um filme que bem poderia se chamar O Povo contra o Povo.

Sempre que assisto a Pau Brasil ele me provoca emoções em série, por seu desfilar de pessoas tão despossuídas e tão resistentes e pelos mitos populares os mais comuns: A violência do Pai, a morte dos herdeiros, a pureza do amor livre, a premonição das sacerdotisas, a doçura da Mãe e a destruição de todos, inclusive da natureza.

Pau Brasil é um convite ao pensar e como já estamos cansados de saber, pensar é uma grande diversão.

Para formatar esse filme contamos com a beleza da fotografia de Hamilton Oliveira, a exatidão da montagem de André Bendocchi, o cuidadoso trabalho de Moacyr Gramacho na Direção de Arte, o suor de Luciano Floquet na Produção, ao afeto e dedicação total de Laura Bezerra, a força de Sylvia Abreu e da música original de Bira Reis; todos unidos para registrar o brilho intenso e a excepcionalidade do elenco, onde pontuam Bertrand Duarte, Fernanda Paquelet, Arany Santana, Osvaldinho Mil, Milena Flick e Fernanda Belling entre outros.

Foi muito bom e sofrido dirigir esse filme, gostaria imensamente que um grande número de pessoas pudesse assisti-lo. É meu sonho, provocar o milagre, que é um filme independente, furar o bloqueio do eterno dragão e trazer pra nossas telas a nossa gente.

 

 

 

Um Comentário...

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