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S.O.S. da Jornada Internacional de Cinema da Bahia

Sinto muita tristeza que a Jornada não aconteça. Foi na Jornada que apresentei pela primeira vez meu primeiro curta metragem Qualquer Um (que acabou ganhando o Prêmio pelo Juri Popular ), foi na Jornada que participei das primeiras discussões e me apaixonei de vez pelo cinema.
Eu ainda estava terminando a Escola de Comunicações e Artes, em São Paulo.
O Guido Araujo para mim, naquele momento de início profissional, foi sinônimo de generosidade. E acredito que assim seja para tantos que passaram pela Jornada. E penso que ela já deveria ter se transformado em Patrimônio Nacional, por tantos profissionais que ajudou a formar e pelo cinema que ajudou a difundir.
Rita Buzzar

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A Jornada de Cinema da Bahia é uma das maiores escolas de cinema que frequentei em minha vida. Ali  encontrei com Thomaz Farkas, Rudá de Andrade, Barros, Cosme, Miguel Pereira, Arnaldo Carrilho, João Pedro Stedile, Eric Nerpomuceno, Mauro Santayana, Edgard Navarro, Orlando Senna, Tuna Espinheira. Reencontrei Jean Rouch e fui convidado por Salvatore Solimeno a apresentar meu filme Glauber, na Itália.
Assistimos o cinema latino americano e africano além dos clássicos Jean Rouch e Santiago Alvarez.
A Jornada é a esquina do cinema no Brasil.
A jornada é o festival mais politizado do país e  por isso foi perseguido por marqueteiros  amantes de frivolidades que usaram como pretexto para acabar com a  Jornada, um certo caos na organizaçsao para boicotar o festival. Não sabem os pobres coitados que só quem cria, sabe a importância do caos e sobretudo a importância do Guido na formatação do cinema brasileiro.
Vou escrevendo sobre Guido e vou lembrando nomes que esqueci de citar na abertura desse texto: Sergio Muniz, Jorge Alfredo e Angeluccia Habert, Marie Monique Robbins.
Que outro festival oferece tantos encontros entre criadores e pensadores. Tudo é confete e purpurina, a Jornada do Guido é  cinema, é encontro, é conversa formação.
Não vou a São Paulo homenageá-lo porque no mesmo festival estará sendo homenageado um individuo preconceituoso que durante estes dez anos de Festa LATINO-AMERICANA no memorial da América Latina nunca convidou um  filme meu para participar. E olhe que nesse período produzi  Glauber, Milton Santos, Utopia. O que iria fazer lá? Ver um anão personalista ser homenageado ao lado do gigante Guido.
Para Guido, fico em casa dedicando meu melhores pensamentos, para o outro, meu desprezo.
E viva Jorge Alfredo e os demais omitidos fazedores da festa do cinema brasileiro.
E Viva Guido, Nelia e Mila!

Silvio Tendler

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Caro Silvio,Assino em baixo o que você escreveu sobre o Guido e a Jornada

E tomei nota de suas palavras.
Eu criei o Festival Latino Americano de SP em 2006 mas nunca fiz a programação.
Achei justas suas observações sobre a Jornada e o Guido. É provável que nós não tenhamos nos encontrado lá: participei intensamente da Jornada nos primeiros anos, desde 1973. Tanto com filmes ( e prêmios) quanto na politica cinematográfica ( lembrando que a ABD nasceu ali e que só depois vieram as entidades de longas metragens). A partir de 77 me dediquei a projetos de ficção e TV, o que me distanciou fisicamente da Jornada.
Agora, como Presidente do Memorial da América Latina e também como cineasta,  amigo e admirador do Guido, sinto-me extremamente feliz com a homenagem que estamos fazendo a ele. Uma homenagem por sua luta, sua filmografia, sua coragem e por tantos serviços prestados ao Cinema Brasileiro. E pelos seus belos oitenta anos.
Silvio, minha admiração por você também está ali, declarada, no seu  depoimento, feito a meu pedido para a Revista NOSSA AMÉRICA HOY deste mês. Revista que está nas bancas e estará exposta durante o Festival.
Mas vamos tratar de transformar essa admiração em fatos, pensar numa mostra sua no Memorial.
Um abraço do amigo
João Batista de Andrade
(cineasta que de vez em quando usa uma gravata…)

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A Jornada da Bahia, patrimônio público nacional (e internacional), referência da cultura cinematográfica norteada pelo humanismo, pela defesa da justiça, da democracia, do ambientalismo, “por um mundo mais humano”, merece melhor atenção por parte dos governos.
Que bom que o MinC se pronunciou, mas essa melhor atenção tem de existir, também e principalmente, lá na Bahia. Alô alô governador, alô alô secretário da Cultura, alô alô Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia.

Viva Guido Araújo, mestre da clarividência e da resistência!
Oitenta anos de dedicação à Bahia, ao cinema e à possibilidade de um mundo mais humano.

Abraço fraterno.
Orlando Senna

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O mais tradicional evento cinematográfico baiano não aconteceu em 2012, nem deve acontecer este ano, 2013.
E justo no ano em que a Jornada faz 40 anos e seu criador (junto com Paulo Emilio, Cosme Alves Netto, Thomaz Farkas, Rudá de Andrade e José Tavares de Barros, com apoio total de Jorge Amado), GUIDO ARAUJO, chega aos 80 anos. Alô governo Jacques Wagner!!!!
Maria do Rosário Caetano

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A Jornada da Bahia é um dos mais tradicionais festivais de cinema do país. Que Brasília e Bahia se unam para que a Jornada continue a sua trajetória.

Longa vida à Jornada.

Ana Maria Magalhães

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Por algumas décadas, principalmente a da conturbada década de 70, as jornadas baianas se constituíram no único ‘point’ aglutinador dos cineastas baianos. Boa parte da geração de realizadores que faz, hoje, cinema na Bahia, nasceu do ‘boom’ superoitista que explodiu nos eventos de setembro: Edgard Navarro, Pola Ribeiro, Fernando Belens, entre muitos outros que prefiro não tenta citar para não incorrer no risco da omissão. O movimento cineclubista, cerceado pelos grilhões da ditadura militar então imperativa naqueles anos, tomou fôlego nas jornadas, vindo a encontrar, nelas, um ânimo de preservação que parecia perdido. A Associação Brasileira de Documentaristas, a ABD, pôde se constituir graças ao apoio das jornadas, quando se tornou, na sua terceira edição, nacional. O espaço quase consular do Instituto Goethe favoreceu os encontros das pessoas ligadas ao cinema brasileiro para o debate de ideias.

É lamentável que a Jornada tenha, assim, depois de mais de três décadas, um abrupto ponto final. Os responsáveis pela cultura no Brasil estão na rota diversa de suas finalidades primeiras.

André Setaro

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“Guido Araujo é um incansável batalhador. Quem se dispuser a escrever sobre a história do cinema da Bahia, se quiser ser justo, não poderá deixar de fazer menção ao seu trabalho. Por décadas vem carregando nos ombros eventos cinematográficos de laboriosa realização, nem sempre contando com a ajuda official dos que poderiam contribuir para a cultra do país.

Idealizador e gestor da Jornada Internacional de Cinema da Bahia, Guido Araújo vem fazendo o possível e o impossível para não deixá-la acabar.”

Menandro Ramos

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Caro Jorge Alfredo,
Meus parabens pela iniciativa.Precisamos sempre de espaço para debater nosso cinema. Como o Silvio, reitero aqui também meu apoio à Jornada. Além de todo significado pioneiro, político, nacional da Jornada, sempre construida com o sangue e a teimosia do Guido Araujo, quero dizer que a Jornada é parte importante de minha trajetória tanto como cineasta quanto como ativista cultural. Ali recebi um prêmio de que muito me orgulho, de Melhor Filme pelo “MIGRANTES” em 1973, ali participei, na década de 70, dos intensos debates em torno da criação da ABD, da Lei do Curta e, de forma geral, de todas as questões, propostas e dificuldades do Cinema Brasileiro. Já disse isso e repito: o Cinema Brasileiro tem uma dívida imensa com a Jornada e o Guido Araujo. Por isso esse é preciso acabar de vez com esse absurdo que nos ronda a cada ano, do fim da Jornada.
Um abraço
João Batista de Andrade

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Os que lá estivermos, em torno do querido Guido de sempre, desde os áureos tempos (1955) da carioca Praça da Cruz Vermelha e do sucesso em Karlovy Vary um ano depois, teremos as palavras do Silvio à nossa frente e ao nosso lado. Desde que me apresentei ao I Festival do Cinema Brasileiro na Bahia (1962) – nosso Guido em Praga ainda -, levando Arne Sucksdorff a conhecer o cinema baiano e convidados diante daquele trio de mestres e companheiros que eram Paulo Emilio, Walther da Silveira e Alex Viany, o germe da Jornada estava lançado aos quatro ventos. Eis porque a iniciativa do Guido germinou e pôs a Bahia do Brasil no mundo e este no Brasil da Bahia. Tenho bem presente os encontros que mantivemos naquela sede, como o antológico e inesquecível com Santiago Álvarez num passaio a Itapoan, presentes Orlando e Conceição Senna (1986). Nossas vidas são assim: medem-se por decênios dobrados, triplicados e por mais de metades de século. A Jornada tem ido bem além dessas implicações geométricas, pela Bahia, pelo Brasil e pelo cinema, sempre na vanguarda. A Jornada vive, logo, viva a Bahia da Jornada! Bons espíritos, como o de Glauberu Rochovsky, Roberto Pires e Olney São Paulo e vários outros, como o do recém-partido Chris Marker, estão de olho, não é mesmo Guido?

O texto de nosso muito querido Guido Araujo deveria estar à mesa da titular da Cultura, do presidente da Ancine e de todos os patrocinadores do Cinema Brasileiro. É mais que lamentável que, até agora, não tenha havido uma reação mais eficaz, nos meios competentes, que os protestos da gente de cinema. A Bahia, o Brasil, a América Latina e o mundo inteiro perdem com essa absurda interrupção de um evento anual transformador, como foram as Jornadas baianas. Guido querido, fechamos com você (aliás, desde 1956) e não abrimos de forma alguma.

Abraços a todos e até breve, Guido.
Arnaldo Carrilho – diplomata e homem de cinema

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Jorge Alfredo:
Em primeiro lugar, parabéns pela publicação. Enfim um canal de debate de idéias onde o cinema é a razão de ser.
Em seguida, reitero meu apoio a Jornada, o mais antigo Fórum de discussão nacional que contou em seus tempos memoráveis com a presença de Tomaz Farkas, Sergio Muniz, Ruda de Andrade e Cosme Aves Netto; Trouxe Jean Rouch e as mostras de Joris Ivens e Santiago Alvarez.
Todos nós participamos de alguma forma e aí muitos de nós nos formamos. A Jornada é Patrimônio público nacional e não pode cessar por conta do lobbismo que domina a política de patrocínio dos festivais. Ainda bem que a Ana Paula Santana acordou e pode ser que o MinC entenda que tem que salvar a Jornada. Contém comigo nesta luta. E viva Guido Araujo!

Belas palavras e lembranças do Cônsul. Sem esquecer a retrospectiva Joris Ivens, a presença de Thomaz Farkas, Rudá de Andrade. As projeções e a presença de Matie Monique Robin (“O Mundo Segundo a Monsanto), do cinema africano, latino-americano, do Jean Rouch. Foi na Jornada que Salvatore Solimenno assistiu meu filme “Glauber”e convidou para uma turnê pela Itália.

Não deixemos a Jornada ser assassinada. Revigoremos ao invés de desligar os tubos. Sou um rensacido, sei do que estou falando.

Alô Petrobras. volte a patrocinar a Jornada. Vai ser muito bom para todos

Silvio Tendler

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Durante décadas a Jornada Bahia foi um oásis do cinema cultural, um foco de resistência nos anos de chumbo. As grandes discussões em defesa do cinema brasileiro aconteciam neste evento. Também a ABD-Nacional, nasceu ali. Cadê a SAV e o MINC? A Jornada fez história, representa uma espécie de festival cujo cuidado especial era passar a limpo as coisas necessárias a um cinema independente, voltado para um Brasil brasileiro, reunindo pessoas importantes da sétima arte, exibindo filmes, trocando ideias. Sem o clima meramente festivo, sem aqueles “doutores em anedotas e em champanhotas”. Com a palavra, os cineastas, as ABDs, os críticos e todos os homens e mulheres que apreciam o cinema cultural… Vamos salvar a JORNADA!!!!
Tuna Espinheira

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Concordo bastante com o comentário de João Rodrigo Mattos. Entendo, porém – se é que não o estou repetindo com outras palavras – que a Jornada Internacional de Cinema já vinha “reclamando” há muito do manifesto apoio que vemos agora através do Caderno de Cinema. O evento, ao meu ver, já havia chegado, em passado não muito recente, ao ponto final e não me consta, na época, sequer uma presença representativa ao seu funeral. Um dos mais graves sintomas do seu enfraquecimento, deu-se em sua área de administração de marketing, na montagem de uma influente e capacitada equipe que lhe desse uma nova roupagem e novos rumos. Um patrocinador percebe facilmente um produto em ascenção, em permanente revitalização, de algo que perdeu suporte, que almeja o mínimo apenas para se manter vivo. É difícil compreender como uma marca como a Jornada – com sedução cultural acumulada pelo tempo e capaz de atrair patrocínio em nível nacional – tenha chegado aonde chegou. Tudo bem, o Guido não soube passar o bastão (tudo na vida tem essa hora), mas o seu mérito estará sempre acima de qualquer comentário, inclusive o meu.

José Cerqueira

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Caro Jorge Alfredo, estávamos precisando mesmo deste estímulo de vibração que vc. inaugura, parabens outra vez! Falar do território de embates e vitórias por 4 décadas de Jornada é responder tambem pelo cinema de animação baiano. nascemos juntos, a Jornada e nós, Chico e eu como desenho animado. E ambos, como diz Guido, sem maiores pretensões. Queríamos apenas ter voz no ambiente saturado da ditadura. O que já era suficiente pretensão. E creio que ambos, jornada e animação baiana, se tornaram maduras para fazer-se respeitar como projeto cultural de carater socio-político para toda a sociedade, para além de nossas ações situadas no espaço e no tempo. Há gerações chegando com suas demandas que podem encontrar resposta no debate crítico do cinema e no cinema animado. Profissões, opiniões, tomadas de consciência podem e devem encontrar na jornada e no cinema de animação o campo de possibilidades da expressão audio visual. Festivais como o Anima Mundi certamente receberam força e luz do grande rio da Jornada. Como animadores não podemos desvincular a Jornada de Cinema da Bahia do cinema de animação produzido no Brasil. E só posso considerar este momento como um elo suspenso que logo encontrará como se unir à grande corrente da cultura brasileira e, com toda pretensão, latinoamericana e global.
Alba Liberato

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Não se pode deixar naufragar um Festival tão significativo para o Cinema Brasileiro.
José Joffily

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Oi Jorge,
A jornada motiva. Nao se pode compreender que a historia da Jornada se interrompa por falta de apoio. Absolutamente de acordo com os comentarios e sugestões para a continuidade da Jornada e seu desdobramento numa publicação. Grande abraço aos bravos guerreiros do cinema e longa vida ao caderno de cinema,
Edyala Yglesias

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Eu li, Jorge Alfredo. De fato, é preciso fazer alguma coisa para salvar a Jornada. No ano passado estive com Guido, de passagem por Salvador, e achei ele muito desanimado. Não vi o vídeo. Vou ver.
Abraços. Zanin

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O Orlando lembrou bem! É preciso que esse movimento se respalde a partir da Bahia. É de lá que precisa engrossar essa corrente. Acho que as novas gerações baianas precisam acordar – ou serem acordadas – e perceber o patrimônio simbólico e real que está para ser perdido. Como já disse em um post anterior, é hora de essa geração assumir a permanência da Jornada como uma tarefa prioritária. Repaginá-la, sob a inspiração de figuras maiores como Guido, o professor Walter da Silveira, o próprio Orlando e tantos outros, e assegurar-lhe a perenidade das iniciativas que fizeram e podem continuar a fazer a diferença.
abs
Marcio Curi

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Caros
A Jornada não pode acabar. Primeiro, porque durante muitos anos – nos tempos da ditadura – ela foi um espaço de liberdade e de resistência. Nos dois aspectos: ao abrigar um cinema que remava contra a corrente e ao promover, constantemente, as idéias de que o melhor cinema é o que se faz em liberdade e a de que o cinema é um instrumento essencial para a conquista desta liberdade. Depois do fim da ditadura, com a multiplicidade de mostras e festivais que se alastraram pelo pais, a Jornada continuou seu trabalho de afirmar que cinema não é só tapete vermelho e lantejoulas, mas sim um trabalho duro e cotidiano pela justiça, pela ética e, mais uma vez, pela liberdade.
Guido Araújo foi, e é, o grande artífice desse projeto de mostra que não tem paralelo no país. São mais de trinta anos de luta – muitas vezes solitária – por um cinema que se preocupa, primeiro, com o país, com a luta de seu povo, e depois, muito depois, com o mercado, com os holofotes com a gloria efêmera.
Guido merece o apoio de todos os que se preocupam seriamente com cinema. Merece o agradecimento e o afeto de quem continua pensando num cinema brasileiro digno, sério, ético e, da forma mais correta possível, político.
Em tempo: tanto me identifiquei com a Jornada que fui premiado sete vezes lá, com prêmios diferentes e ao longo de mais de três décadas. Em 76, com “Fim de Semana”; em 77 com “Acidente de Trabalho”; em 80 com “A Luta do Povo”; em 84 com “Nada Será como Antes. Nada?”; em 86 com “A Humilhação e a Dor”; em 2003 com “No Olho do Furacão”, em conjunto com Toni Venturi; em 2009 com “O Rosto no Espelho”.
É grande minha divida com a jornada. É grande a divida do cinema brasileiro com a jornada. Ela precisa de todo o apoio e não pode desaparecer.
Renato Tapajós

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Tive o grande prazer de contribuir com um texto para a primeira edição do Caderno de Cinema. O fiz, porque além do carinhoso convite de Jorge Alfredo, considero que nossos instrumentos de discussão e prospecção de novos caminhos para o nosso cinema devem ser ampliados e fomentados. Pronto: já surgiu a primeira demanda. A continuidade indiscutível da Jornada Internacional de Cinema da Bahia. Descarta-la seria – como em muitos casos na Bahia – enterrar mais um trecho importante da nossa história. Nós somos escravos do tempo, dos segundos avassaladores do presente com as nossas demandas, mas este passado – o de Guido com a Jornada Internacional de Cinema da Bahia – é o estandarte da resistência e da prova que o cinema é a eternização dos grandes feitos e dos passos adiante que conseguimos dar em busca de um mundo mais justo e humano.
Caso, crie-se alguma comissão ou necessite-se de alguma representação em busca desse objetivo, coloco-me desde já à disposição bem como a pessoa jurídica da minha/nossa produtora, a POP&Cult.
No aguardo de novas coordenadas,
Avante com a Jornada Internacional de Cinema da Bahia!!!!!
Bertrand Duarte

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A imagem de Silvio Tendler entubado sugere a metáfora do fim iminente da Jornada Internacional de Cinema da Bahia, depois de 38 edições. Contudo logo esta imagem passa a sugerir outra ideia mais excitante: estamos aqui resistindo, lutando pela vida.

Por que afinal chega ao fim evento tão significativo para a cultura brasileira? Por que a Bahia pode perder a oportunidade de potencializar evento construído em torno de valores tão fudamentais para a humanidade? Para o Brasil e para o cinema brasileiro, particularmente o cinema documentário brasileiro?, como lembra Tendler.

Se a Jornada deve ser repensado, que seja em termos operacionais, pois os princípios q norteiam a Jornada apontam numa direção que devemos olhar com toda a atenção.

E quero aqui deixar registrado também o nome de uma pessoa a quem sempre associo a imagem da Jornada, nosso saudoso amigo Luis Orlando infatigável lutador do cinema, parceiro de Guido, um dos guardiões da memória da Jornada.

Vida longa à Jornada Internacional de Cinema da Bahia.

Josias Pires

5 Comentários...

  1. Suzana Pimentel disse:

    Quantos, cineastas, fotógrafos, atores, atrizes, artistas nacionais e internacionais passaram pela Jornada Internacional de Cinema da Bahia? Na Bahia, é impossível pensar em cinema sem lembrar o nome de Guido Araujo. Cineasta e professor combativo, resistente, empreendedor. Querido e admirado por seus pares. Quantos filmes nacionais e internacionais passaram pela Jornada Internacional de Cinema da Bahia? Guido Araujo é a memória viva do cinema na Bahia! Adiante!

  2. Silvio Tendler disse:

    11 de Setembro as 17.00 encontro marcado do Cinema brasileiro em Salvador para uma fotografia histórica: Iremos cineastas de todo o Brasil que um dia passaram pela jornada. De terno de linho, no centro da foto Guido Araujo. Em torno, todos nós que pensamos cinema e queremos marcar os 40 anos da Jornada e os 40 do Gollpe no Chile.
    No centro, junto com Guido,, uma foto de Allende e em torno, na mão de cada um de nós uma foto de alguém que amamaos e que não está mais por aqui: Walter da Silveira, Glauber, Olney, Fernanfo Cony Campos, Agnaldo Siri Azevedo, Roberto Pires, Cosme Alves Netto, Alex Viany, Rudá de Andrade, Thomaz Farkas, Leon, Joaquim, Gustavo e todos os que temos saudades e carinho.
    Vamos renascer juntos o cinema nacional audacioso, vigoroso, criativo, inventivo. A Jornada de 2013 representará a nova alvorada do Cinema Brasileiro. Dizem que o cinema brasileiro renasceu na Bahia.
    Silvio Tendler

  3. EDGARD NAVARRO disse:

    VIVA GUIDO ARAÚJO!
    VIVA A JORNADA!
    SOU UM DE SEUS MUITOS FILHOS,
    DEVO-LHES GRATIDÃO ETERNA!
    EDGARD

  4. PIERRY disse:

    Minhas lembranças, apesar de ter embarcado no bonde somente lá pelos anos 90, também já são inúmeras e marcantes. Conto duas: como jornalista foca, a primeira entrevista com um cineasta estrangeiro, Chano Pinheiro, que me relevou o culto à Yemanjá como uma tradição dos dois lados do Atlântico; como professor, ver Matheus Viana, então meu aluno, palpitante, recebendo um Tatu das mãos de Fernando Birri. Avante, Guido!

  5. PIERRY disse:

    Manifestação de apoio ampla, comovente e, indo além, propositiva. Como o faz Bertrand Duarte ao avisar que o CNPJ de sua Pop & Cult está antecipadamente liberado. Do lado de cá são mais dois braços para remarmos JUNTOS PRÓ JORNADA

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