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Por Wesley Rangel

 

“Os empresário de hoje acham que são produtores musicais, acham até que são músicos. Ele pode até trazer boas ideias, mas transformar aquelas boas ideias em um sucesso que o povo goste e que, principalmente, não seja uma cópia daquela boa ideia, ele precisa de um produtor.”

“Estúdio profissional de gravação não é home studio, ou estúdio caseiro, produtor é produtor, arranjador é arranjador, músico é músico e empresário dono de banda é empresário dono de banda.”

“Todos utilizaram os estúdios da WR aqui, com dinheiro ou sem dinheiro pra fazer seus discos, porque foi assim que aconteceu. Porque pra mim o que eu faço é paixão e nunca fui de ficar cobrando nada de ninguém”.

“O problema é que as pessoas tem medo lá fora. Hoje, esse é um dos maiores problema da axé music. É o medo da concorrência. Porque eles tem medo da concorrência do arrocha, medo da concorrência do pagode, tem medo da concorrência do sertanejo universitário. Eles já não acreditam mais no seu produto.”

“Na axé music, enquanto os músicos, os medalhões e os empresários não apoiarem os que estão surgindo, eles não vão ter oxigênio para sobreviver. Porque é o novo que oxigena o mercado, e o antigo não precisa ficar com medo, porque já é sucesso internacional e já não faz muita diferença no mercado local.
No dia que eles voltarem a acreditar na axé music, o sucesso é garantido. Porque esse é o produto mais pop do mundo. Não existe um produto mais pop que a nossas matrizes musicais que vieram do candomblé. São os blocos afros como o Ilê Aiyê, Olodum, Filhos de Gandhy, Muzenza. É o Chiclete, Ivete e a Timbalada. A Rede Globo faz sua música de fim de ano usando o samba-reggae extremamente mal feito com um sampler de péssima categoria. E a gente não acredita mais no que é nosso.”

 

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